quarta-feira, fevereiro 07, 2007

A enurese infantil

É fundamental relembrar que a enurese é involuntária, pelo que a criança não deve ser castigada ou culpabilizada. Um ambiente de ansiedade ou rigor excessivos em relação a este problema podem tornar-se nocivos e adiar a resolução.
A enurese consiste na micção involuntária a partir de uma idade na qual já se deveria ter adquirido o controlo da bexiga.

Na ausência de situações adversas, o controlo dos esfincteres, quer diurno quer nocturno, ocorre, em cerca de 98% das crianças, até aos 5 anos de idade.

A enurese pode ser nocturna (quando ocorre apenas durante o sono) ou diurna (quando ocorre com a criança acordada). A nocturna é de longe a mais comum. São vários os factores que contribuem para esta situação e, geralmente, estão relacionados com a profundidade do sono, a menor capacidade da bexiga e uma maior produção de urina durante a noite.

A enurese nocturna considera-se primária quando ocorre todas as noites e secundária quando se verifica após um período de controlo prévio, geralmente mais de um ano. A secundária exige a investigação de factores orgânicos e emocionais.

Conselhos para ajudar crianças com enurese
Os pais devem ajudar a criança a resolver este problema incentivando-a através de um sistema de prémios, à medida que vai conseguindo o controlo. É fundamental relembrar que a enurese é involuntária, pelo que a criança não deve ser castigada ou culpabilizada. Um ambiente de ansiedade ou rigor excessivos em relação a este problema podem tornar-se nocivos e adiar a resolução.

Existem ainda medidas práticas que ajudam na resolução do problema:

* O quarto da criança deverá sempre ficar o mais próximo possível da casa de banho, de modo a facilitar o acesso;
* deixar uma luz acesa;
* não encorajar o uso de fraldas;
* proteger o colchão;
* estimular a criança a ingerir líquidos durante o dia para que possa reconhecer a sensação de bexiga cheia;
* reduzir a ingestão de líquidos à noite.

Na maioria das crianças, a enurese trata-se seguindo estas recomendações. Se optar por recorrer ao uso de fármacos, deve fazê-lo com a prescrição de um médico especialista na área. Estes medicamentos fundamentam a sua acção na produção de um efeito antidiurético. O mais comum é a desmopressina, que pode ser administrada por via oral ou intranasal. É de salientar que o seu uso só é recomendado em crianças com mais de 5 anos de idade, devendo a dose ser adequada ao seu peso e administrada sob vigilância médica. Estes fármacos têm como efeitos secundários a hiponatremia (baixa de sódio) e, consequentemente, convulsões e retenção de água. BR>Na consulta de pediatria, a dose é ajustada de acordo com a evolução da criança, à qual é pedido o preenchimento de um calendário onde deverá apontar os dias em que não ocorrem 'acidentes', de modo a avaliar os progressos alcançados.

Por todos estes aspectos, a criança com enurese deverá ser seguida numa consulta de especialidade, onde a avaliação e o tratamento serão individualizados e adequados à especificidade da situação.


Helena Silva
Assistente de Pediatria

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Mais um...

Este video, tal como o anterior deixa-me sem palavras...

terça-feira, janeiro 30, 2007

Não!

(Vejam até ao fim.... sem palavras)

terça-feira, janeiro 23, 2007

Dentes de leite – como mantê-los saudáveis?

Os dentes de leite fazem a sua aparição por volta dos seis meses e dão lugar aos dentes definitivos cerca dos seis anos. Apesar de serem um curto episódio na “história” da nossa vida, devem ser cuidados, uma vez que o seu estado de conservação vai influenciar a saúde dos dentes definitivos. Se os dentes de leite de uma criança estiverem cariados existe um risco real de virem a contaminar, desde o início, os dentes definitivos, enfraquecendo o seu esmalte, ainda frágil durante os primeiros tempos de actividade.
Veja quais os cuidados a ter para que a criança possua sempre dentes saudáveis.


1. Escovar os dentes

A existência de bactérias na cavidade bucal é uma situação perfeitamente normal. Porém, quando o número de bactérias de torna excessivo, quebra-se o equilíbrio existente e podem surgir cáries. A principal causa deste desequilíbrio é a falta de higiene oral.

Para prevenir o aparecimento de cáries, entre os seis e os doze meses, a mãe deve limpar os dentes da criança com uma compressa. A partir desta idade, regra geral, a criança já consegue manusear a sua própria escova de dentes (sem usar dentífrico). A partir dos 24 meses a criança já consegue usar pequenas quantidades de dentífrico sem o engolir e, pouco a pouco, deve ser-lhe incutido o hábito de escovar os dentes depois das refeições.
Atenção: Boa parte dos medicamentos destinados às crianças são açucarados, pelo que devem ser administrados antes da lavagem dos dentes.


2. Fornecer um suplemento de flúor

Os suplementos em flúor estão disponíveis em comprimidos ou em gotas. Podem ser dados à criança desde o nascimento do primeiro dente até cerca da altura em que a criança começa a ter uma alimentação semelhante à dos adultos (catorze meses).
Se as águas do concelho não forem (como acontece frequentemente) enriquecidas com flúor, é aconselhável manter o suplemento de flúor até à adolescência.


3. Uma alimentação anti-cárie

Os açúcares contidos nos alimentos são os principais responsáveis pelas primeiras cáries. As bactérias que normalmente habitam a cavidade bucal transformam estes açúcares em ácidos. Estes ácidos criam cavidades nas quais elas se instalam e continuam o seu trabalho de destruição.
Para eliminar este risco há que fazer uma alimentação diversificada, pobre em alimentos ricos em açúcares. É também muito importante definir horários concretos para as refeições, proibindo o consumo de alimentos (ou seja, chocolates, rebuçados, gomas e outros alimentos desta natureza) fora das refeições. Porquê? Porque nestas ocasiões a saliva, que contém enzimas que “partem” as moléculas de açúcar, está menos activa. Logo, estas moléculas estão muito mais disponíveis para serem transformadas em ácidos pelas bactérias. É também importante não exagerar na quantidade de alimentos picados que a criança (já com uma dentição eficiente) consome.


Conhece a “cárie do biberão”?

Este problema pode atingir todos os dentes dos bebés, excepto os caninos e os incisivos inferiores. Deve-se a uma exposição excessiva aos açúcares e tem origem nos biberões com água açucarada, sumos de frutas, leites aromatizados, bem como nas tetinas embebidas em mel. Para não ter enfrentar este problema, não dê bebidas açucaradas à criança e não a deixe usar o biberão como chupeta.

O Principezinho

uma obra de Antoine Saint-Exupery
http://turbilhao.blogs.sapo.pt/arquivo/principezinho.jpg

5 Maio a 10 Junho no Balleteatro Auditório - Porto

A não perder!!

sábado, dezembro 23, 2006

domingo, dezembro 10, 2006

Infecções respiratórias no Inverno

Neste artigo apresentamos algumas recomendações para a prevenção do contágio de infecções respiratórias entre os mais pequeninos.

O vírus sincicial respiratório (RSV) é um vírus muito comum, sendo uma das causas de infecções respiratórias em bebés pequenos. É extremamente contagioso e a maioria das crianças pode contraí-lo até aos 2 anos de idade.

Enquanto que uma infecção por RSV origina nas crianças saudáveis sintomas semelhantes a uma constipação, em grupos de risco pode dar origem a uma doença mais grave. Os grupos de risco são bebés prematuros, pela fragilidade das suas vias respiratórias, do seu sistema imunitário e pela diminuição dos anticorpos maternos que os protegem, e também os bebés com doenças pulmonares crónicas, como a displasia broncopulmonar que pode ocorrer em grandes prematuros.

Os bebés em elevado risco de doença induzida pelo RSV são aqueles que se encontram expostos a situações que proporcionam a propagação do vírus, nomeadamente, hospitais, infantários, agregados familiares numerosos, a presença de irmãos mais velhos e também ambientes onde se encontram fumadores.

Algumas recomendações que deve seguir para diminuir a propagação do RSV e outros vírus respiratórios:

Lave as mãos com água morna e sabão antes de tocar no bebé.
Se estiver constipado ou com febre evite estar junto do bebé. Se for mesmo necessário, deverá recorrer à utilização de uma máscara.
Evite beijar o bebé, porque pode transmitir-lhe a infecção por RSV (em alternativa, pode abraçá-lo ou acariciar a cabecinha do bebé).
Procure manter as crianças mais velhas afastadas do bebé.
Não fume ao pé do bebé.
Evite locais com muita gente.
Tente passear o bebé em locais arejados e não poluídos.

Albina Silva
Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos

domingo, novembro 19, 2006

E porque o Natal está a bater à porta...

http://www.arquidiocese-bh.org.br/diversos/festas/natal/presentes.gif


Crianças estragadas?

Chega o Natal (por exemplo) e as crianças são inundadas de prendas... Até se torna difícil manter a ilusão do Menino Jesus ou do Pai Natal - para os que ainda acreditam, porque os mais crescidos, normalmente, tornam-se perigosamente calculistas...

Farão eles o que vêem os mais crescidos fazer?

No resto do ano, são os aniversários e o dia-a-dia, em que pouco lhes é recusado, face à insistência prepotente em que muitas crianças e pré-adolescentes são mestres, às exigências nunca recusadas e às "compensações" dos progenitores, trocando o tempo e o afecto necessários pelas recompensas materiais ditadas pela moda ou pelo capricho.

As crianças estragadas com mimos (materiais) nem se apercebem da sorte que têm!
Muitas aproveitam mesmo essa situação para fazer pirraça a colegas e amigos.

Em complemento, muitas, também, desenvolvem a crítica gratuita e fácil: torcem o nariz ao que lhes é dado e não praticam o reconhecimento pelo que devia ser a excepção e se torna a regra, o hábito...


A sociedade de consumo I

As crianças reproduzem o que vêem fazer (leia-se: "comprar"). O que os adultos fazem (quer tenham posses para isso ou não) é entendido pelos mais pequenos como um direito que também lhes assiste.

Se o adulto lidera pelo exemplo, e se o exemplo dado é o consumo...


A sociedade de consumo II

Muitos jogos e brinquedos já são concebidos para durar pouco (à imagem de muitos materiais e utensílios do dia-a-dia). Não se cultiva a solidez, a reparação, a durabilidade... Praticamente nenhum jogo ou brinquedo é concebido para passar à geração seguinte: são para "brincar" e deitar fora...

Para mais, o mercado é constantemente inundado de novidades e de marcas, às quais, pela pressão da moda ("Fulano tem..., Cicrano tem...") se torna difícil escapar.

Dizer não

Antes de o dizer às crianças, e para manter a coerência na acção, temos de ser nós, os adultos, a "praticar esta arte", a fugir do supérfluo e a questionar aquilo de que "precisamos", se "precisamos" e por que "precisamos".

É preciso saber dizer não às crianças - não a tudo, mas ao que se enquadra neste tema: o consumo indiscriminado e irreflectido: o "ter por ter" ou o "ter porque sim".

Se o adulto for, ele próprio, controlado, fica tudo mais fácil, e a criança habituar-se-á... Mesmo que custe um pouco, a princípio.
Vale a pena treinar os argumentos verdadeiros para dizer não. Cada um terá de encontrar os seus, mas não podem ser gratuitos ou apenas fruto do poder de ser o detentor do dinheiro...

Será preciso lutar contra (ou negociar...):
- Eu quero!!! (aos gritos ou não)
- Todos os meus amigos têm!
- Mas todos usam!
- Todos vão / fazem / ouvem / ...
- Mas não é caro... (este é difícil e combate-se, por vezes com o argumento da durabilidade e da utilidade)
E etc.


Princípios, princípios... E pistas

- Tal como já se disse, se o exemplo recebido dos adultos (os pais, normalmente) for coerente e se houver justificações /explicações sustentadas, claras e razoáveis... rebater os caprichos pode ser facilitado.

- É preciso criar a expectativa, estimular o desejo e promover o saber esperar.

- Fazer escolhas é também aprender a fazer concessões: uma qualquer lista de prendas pretendidas deve ser "analisada" e "tratada", antes de mais com bom senso.

- De caminho, tentar que a criança perceba de onde vem o dinheiro, como se obtém, como se ganha. E explicar também o que são e quais são as despesas fixas. Dar exemplos.

- Para compreender o valor do dinheiro, nada como tentar usar a mesada (ou a semanada) com estratégia... Mas depois não se pode "ser mole" com pedidos supérfluos. Por outro lado, pode-se estimular o "ganhar dinheiro" com tarefas extra... Por vezes obtêm-se bons resultados.

- Nunca cair no erro de negociar tudo em troca de dinheiro. As crianças têm de perceber que há tarefas que têm se ser "oferecidas" e partilhadas por todos.

- Nas mesadas ou semanadas, não cair no logro de dar adiantamentos... Promova-se o saber esperar...

- Para terminar: prendas e compras, sim, mas com conta, peso e medida!

sábado, novembro 04, 2006

A Lenda de São Martinho

Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França.
Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.

Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.

De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.

Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.

Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão!
Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.

É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho.

sexta-feira, novembro 03, 2006

quarta-feira, novembro 01, 2006

Dedicado ao "L"

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Ser "aspie" no mundo dos outros


Existem cerca de 30 mil pessoas, em Portugal, com síndrome de Asperger. No entanto, muitos pais, médicos e educadores não sabem ainda do que se trata. Para fazer face à falta de informação, foi criada a APSA.

Lúcia, nome fictício, ainda mal se refez do espanto que sentiu ao conhecer o diagnóstico. Tem dois filhos, gémeos, com 36 anos, que sempre tiveram um percurso - aparentemente - normal. Na sua visão de mãe, «eram perfeitos» e tinham uma desenvoltura muito grande: aos 9 meses já caminhavam, com um ano e meio falavam e aos 3 anos de idade andavam de bicicleta, sem rodas de apoio. Entraram na escola primária antes dos 6 anos e tiveram um bom aproveitamento. Foram sempre bons alunos e até fizeram um curso superior. No entanto, Lúcia, ao olhar para trás, identifica a síndrome de Asperger (SA) em muitas das atitudes dos filhos: «Um deles, quando começou a ler, lia os anúncios na rua, juntava as palavras e dizia 33 letras. Quando chegava ao fim de uma página dizia 150, 160, ‘x' letras. E as pessoas começaram a fazer o teste: nesta frase, quantas letras há? E ele respondia. Mas eu não percebia por que ele fazia aquilo». O outro filho tinha uma forma peculiar de pôr a mesa: calculava o processo como se de um problema matemático se tratasse. «‘X' talheres, mais pratos, mais garrafa, ao dar 36 coisas a mesa está correcta» - explicava ele à mãe. Ao mesmo tempo, Lúcia conta que nenhum deles precisa de máquina de calcular: «Se eu disser um número qualquer a multiplicar por outro», exemplifica, «eles dão logo o resultado». Na altura, Lúcia achou que estes comportamentos eram normais e justificou-os pelo facto de o marido «trabalhar com números». No entanto, hoje reconhece que «isto faz parte [da síndrome de Asperger] porque o pensamento deles é, muitas vezes, em números».

Apesar da aparente normalidade dos filhos, Lúcia estranhou, recentemente, o facto de não conseguirem emprego, apesar de serem inteligentes e terem habilitações. Poderia até ser comum dadas as exigências do mercado de trabalho, no entanto, ao invés de ficarem preocupados, como a maioria das pessoas ficaria, os dois gémeos «estavam em casa dias inteiros e não se aborreciam porque tinham outros interesses, faziam colecções de quase tudo e entretinham-se a completar puzzles».
Preocupada, Lúcia resolveu procurar um psiquiatra para expor a situação dos filhos. Ouviu, como justificação, que eles tinham apenas «excesso de protecção». Mais tarde, através da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA), Lúcia conseguiu identificar algumas das características dos filhos. Mas isto foi há apenas três anos. No entanto, a síndrome esteve sempre lá.

Segundo Nuno Lobo Antunes, médico neuropediatra e director clínico do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (CADIn), «as características comportamentais da SA surgem na infância» e «o diagnóstico baseia-se sempre num conjunto de comportamentos que incluem dificuldades de comunicação e socialização e interesses restritos».

Piedade Líbano Monteiro teve outra sorte: talvez por o seu filho ser mais novo e viver numa época diferente, conseguiu detectar a síndrome com mais antecedência. No entanto, até identificar quais eram as causas das diferenças do filho, passou algumas dificuldades: «Quando ele tinha dois anos percebemos que tinha um atraso global no desenvolvimento, mas o meu filho foi sempre acompanhado no Hospital de Santa Maria e nunca ouvi falar no Asperger. Eu sentia culpa em saber que o meu filho era diferente, mas ia ao médico e ele dizia-me que eu era tola porque o meu filho era óptimo, era um ‘come e dorme'. Só aos 10 anos quando o submeti a outra avaliação no CADIn é que ouvi falar na síndrome».

O aparente desinteresse de alguns médicos pela preocupação das mães ou, até, a falta de informação não atingiu só Lúcia e Piedade. Enquanto presidente e fundadora da APSA, Piedade Líbano Monteiro procura ajudar muitos pais que chegam em situação de «desânimo total». Muitos deles afirmam, relativamente aos médicos, que «nunca ninguém quis saber o que eles diziam». Nuno Lobo Antunes procura contrariar esta atitude, dizendo que «há um velho ditado em Pediatria que afirma que ‘as mães têm sempre razão'» e, por isso, considera que é preciso prestar «a maior atenção às inquietações dos pais». No entanto, compreende até certo ponto a reacção destes médicos: «Em termos comportamentais, muitas vezes os pais tendem a desvalorizar os problemas, enquanto as mães tendem a ser mais preocupadas. Isso pode levar a que o médico veja a mãe como ansiosa e ‘exagerada'».

O que é ter Asperger
De uma maneira geral, os ‘aspies' (pessoas com a síndrome de Asperger) têm dificuldades na comunicação, dificuldades no pensamento abstracto e no relacionamento social. Segundo informação disponível no site da APSA (http://www.apsa.org.pt), no que diz respeito à comunicação, os ‘aspies' podem falar com fluência, mas parecem não ligar às reacções das pessoas com quem falam. Além disso, têm dificuldade em entender metáforas, anedotas e entoações (frases como 'o gato comeu-te a língua?' ou 'isso para mim é chinês' podem gerar confusão).

Os ‘aspies' têm dificuldades ao nível do pensamento abstracto, o que pode causar problemas de aprendizagem na escola em matérias como Português e Filosofia. No entanto, são excelentes na memorização de factos e números e podem ser óptimos alunos a Matemática ou Geografia.

Em relação às dificuldades nas relações sociais, ao contrário dos autistas 'clássicos', que normalmente estão ausentes e desinteressados do mundo que os rodeia, muitos ‘aspies' querem ser sociáveis. No entanto, têm dificuldade em perceber sinais não-verbais, incluindo sentimentos traduzidos em expressões faciais, o que levanta problemas em criar e manter relações com pessoas que não percebem esta dificuldade.

Outras características possíveis podem ser interesses obsessivos por determinados assuntos ou gosto por rotinas (por exemplo, insistirem em seguir sempre o mesmo caminho para a escola).

No entanto, a lista de características pode ser maior e mais variada, consoante a pessoa. O neuropediatra Nuno Lobo Antunes acredita que «existe não só um espectro de gravidade distinto conforme os indivíduos, mas também grupos dentro dos SA com características especiais». Apesar de esta convicção ainda não ter sido comprovada cientificamente no campo da medicina, Piedade Líbano Monteiro concorda com o médico e, através da sua experiência diária com dezenas de pais e crianças com SA, afirma também que «nenhum Asperger é igual a outro».

(Continua)Os «aspies» e os outros
Apesar de a síndrome de Asperger poder ser tratada, ainda não tem cura. As causas também não são ainda totalmente conhecidas, mas alguns especialistas acreditam estar na origem um conjunto de factores neuro- biológicos que afectam o desenvolvimento cerebral. Segundo a APSA, «com tempo e paciência as pessoas com SA podem ser ensinadas a desenvolver as competências básicas para a vida do dia-a-dia», no entanto, para isso, é necessária uma grande dedicação da família, da escola e, até, dos amigos que os rodeiam.

Piedade Líbano Monteiro garante que não se sentiu revoltada quando tomou conhecimento do diagnóstico do filho, mas admite que «ver um filho a sofrer reproduz-se na família». Segundo a presidente da APSA, a possibilidade de a síndrome ter origem hereditária tem prejudicado a relação de alguns casais: «Tudo tem a ver com a forma como encaramos o que a vida nos dá. Se uma família tem um caso destes, mas não o aceita de coração aberto, pode ter os melhores técnicos do mundo que não resulta. Não pode haver culpa. Por isso é que os casais se separam, porque um assume a culpa». No seu caso pessoal, afirma que, apesar de não ter encarado a SA como «uma bênção», assumiu-a como «um sentido de vida diferente»: «Foi uma decisão minha e do meu marido. Vamos unir-nos para fazer frente a tudo o que estiver para vir. Se tivemos uma criança por amor, não é essa criança que vai separar-nos», garantiu, com convicção. No entanto, a relação do filho com a irmã, filha mais velha de Piedade, «não é fácil»: «Sem querer, a minha filha sempre cobrou atenção», conta a presidente da APSA, «ela gosta do irmão e preocupa-se imenso, mas ainda está na fase de revolta. É ‘a irmã do irmão diferente'. Ela sente-se lesada na paciência e muitas vezes digo-lhe ‘Eu tenho um tubo de paciência e o teu irmão gasta-me até cá acima. Desculpa, mas é só o que eu consigo'. É difícil para os irmãos».

No que diz respeito à escola, Piedade Líbano Monteiro sentiu necessidade de informar os professores sobre a síndrome do filho para «facilitar a abertura do caminho». Optou por colocá-lo numa escola pública, mas confessa que «foi uma dificuldade decidir o que fazer» porque «é muito difícil» lidar com alguns professores. Enquanto mãe, só desejaria que tratassem o filho «como igual, mas ligeiramente diferente», no entanto, considera que «às vezes há má vontade porque são miúdos que dão trabalho». Considera que o ensino oficial é a opção mais sensata porque luta «pela integração destas crianças» e «é ali que está a vida». Apesar disso, está certa que é preciso «fazer mudanças para recebê-los» e não «pedir a um menino com Asperger, autista ou de cadeira de rodas que se adapte».

Apesar das dificuldades sentidas, a presidente da APSA faz questão de destacar a Escola Básica n.º 1 António Torrado, em Tires, como um bom exemplo. Segundo conta, o filho «entrou com um rótulo de ‘não escolarizável'. Tinha 7 anos e dificilmente ia à casa-de-banho sozinho». No entanto, com a ajuda de uma professora oriunda dos Estados Unidos da América e de uma «equipa de apoio excelente», ele, hoje em dia, «ajuda os outros e saiu da escola a saber ler e escrever».
Devido às dificuldades na comunicação e nas relações sociais, para um ‘aspie', conviver com os vizinhos, colegas, conhecidos, amigos da família não é tarefa fácil. No caso de Piedade, há regras instituídas na família, seja na sua casa, na dos avós, tios ou amigos. Para o público em geral, não explica que o filho tem síndrome de Asperger, no entanto, estabeleceu «um código» com ele que é usado em determinadas situações: «Quando ele era pequenino, as pessoas podiam achar que eu é que o tinha educado mal», recorda. «Paciência. A vergonha era minha. Hoje ele não é mal-educado, depois de muito esforço meu. E se as pessoas olharem para ele de maneira diferente, não me importo. Mas se ele tiver comportamentos que, socialmente, não são convenientes - falar mais alto, fazer muitas perguntas às pessoas, andar com um cordel na mão, como é hábito dele - nós temos um código, que ele percebe, e pára imediatamente».

Já Lúcia, mãe dos gémeos de 36 anos, garante que «continua a haver preconceitos». Na sua opinião, as outras pessoas «vêem a boa figura» que os seus filhos têm «e não percebem o que está por detrás». Algumas - acrescenta - «estão incrédulas com o diagnóstico que foi feito». Por isso, vai informando «as pessoas que são da intimidade», mas considera que «não vale a pena» dizer às outras. Aliás, um dos seus filhos trabalha há mais de um ano num local de atendimento ao público e ninguém sabe que ele tem síndroma de Asperger.

O futuro, uma incógnita
É natural e compreensível que os pais se preocupem com o futuro dos filhos. Mesmo quando os filhos têm todas as capacidades para fazer face aos altos e baixos que vão surgindo ao longo da vida. No caso das crianças com síndrome de Asperger, ao terem algumas capacidades diminuídas, vão ter, consequentemente, mais dificuldades ou, pelo menos, vão necessitar de mais tempo e apoio para lidar com elas. É por este motivo - e por muitos outros - que os pais destas crianças sentem que têm «responsabilidades acrescidas». Tal como explica Piedade Líbano Monteiro, o que está para vir na vida dos filhos é o que mais angustia os pais: «Em relação à minha filha, com curso superior ou sem curso, casada ou solteira, com filhos ou sem filhos, com cabelo às riscas ou aos quadrados, não interessa, porque sei que ela vai ser um adulto independente. O meu filho não», afirma, emocionada, «O futuro é escuro. E se eu morro? É isto que faz a diferença».

Lúcia também confessa que o futuro é a sua «maior preocupação» e que «não é fácil pensar no que estará para lá». Na sua opinião, os filhos «chegaram a esta idade com a vida facilitada» e, apesar de terem «uma boa bagagem de educação», «não estão preparados para a vida».

Segundo a Associação Portuguesa da Síndrome de Asperger (APSA), as crianças com SA são «mais vulneráveis» e, na escola, são, muitas vezes, «um alvo preferencial do abuso físico e verbal por parte dos colegas». Ao mesmo tempo, ao crescerem, tomam melhor consciência da sua diferença e «podem ter tendência para a solidão e depressão».

As dificuldades na comunicação e no relacionamento social levam a que os ‘aspies' não percebam, muitas vezes, a intenção da outra pessoa, caindo, até, na ingenuidade. Os filhos de Lúcia são, segundo a mãe, «amigos dos amigos e até dos inimigos» porque «não sabem ver quando as pessoas ‘jogam' com eles». Piedade também nota que as pessoas com Asperger «são muito puras e, por isso, sofrem horrores». No entanto, de acordo com a APSA, «o futuro das pessoas com SA não necessita de ser obrigatoriamente negro». Os adultos podem vir a ter carreiras de sucesso, tomando partido das suas qualidades de obstinação, capacidade de memória e cálculo e também de algumas das suas características como a pontualidade, dedicação e fiabilidade.

Mas, para os pais, seria muito mais fácil e mais tranquilo garantir um apoio para os filhos ao longo da vida.

A APSA tem um projecto de futuro que passaria por criar uma residência onde crianças e adultos com Asperger pudessem morar, quando os pais morressem, com tutores e acompanhamento na gestão da sua vida pessoal e financeira (por exemplo, fazer refeições, pagar despesas, gerir o dinheiro). A nível profissional, a Associação ambiciona formar a pessoa com Asperger e a empresa que vai recebê-lo, assim como os futuros colegas, «para que possa existir harmonia». No entanto, a Associação Portuguesa da Síndrome de Asperger é uma instituição voluntária, criada por Piedade Líbano Monteiro em Novembro de 2003, incentivada pelo médico Nuno Lobo Antunes e com a ajuda da família e de vários outros voluntários. A sede é na sua própria casa. Ali recebe e atende centenas de pais vindos de todos os pontos do País e até do estrangeiro. Conta com o apoio técnico do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (CADIn) na realização de sessões de esclarecimento, debates e conferências.
Naturalmente, sem fins lucrativos, Piedade Líbano Monteiro garante que o único objectivo da APSA é fazer com que «os pais saibam que não são os únicos a ter um problema destes». No entanto, está presente aos olhos de todos os que quiserem ver que faltam apoios. E esses seriam, decerto, muito bem-vindos. De onde quer que venham.

Marta Rangel

quinta-feira, outubro 26, 2006

Bob - O Construtor (ao vivo)

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Data | 1 a 3 de Dezembro no Europarque (Santa Maria da Feira) e 8 a 10 de Dezembro no Pavilhão Atlântico (Lisboa)
Produção | Elec3city
Telefone | 214827193
E-mail | geral@elec3city.net
Webpage| http://www.elec3city.net/


Ele é o Bob, o Construtor! Ele é o Bob, o trabalhador… e apresenta o seu espectáculo Bob o Construtor… ao vivo!

Bob traz os seus amigos e as suas máquinas, em tamanho real, para aquele que será o maior espectáculo infantil do Natal de 2006. É uma grande produção, dos mesmos produtores de NODDY LIVE!, onde encontramos as músicas da série da TV, muitas luzes, muitos efeitos especiais, e muita, muita constru(ac)ção.

Bob já não é desconhecido do nosso pequeno-grande público, aliás já é um herói para as nossas crianças. Pela primeira vez em Portugal, Bob o Construtor… ao vivo! é apresentado às nossas crianças num enredo onde são transmitidos claramente os valores deste simpático personagem, valores que todos devemos considerar no nosso dia-a-dia.
Perante os valores pessoais que Bob defende não será de estranhar que cative tantos os pequenos como os graúdos.

- Pensamento positivo
- Trabalho de equipa
- Acompanhamento de projectos até ao final
- Autoconfiança

Bob prepara o cinturão de ferramentas e ajusta o capacete de construção enquanto Wendy e a equipa de máquinas se preparam para embarcar nesta aventura inédita.

Idade Mínima: 3
Promotor: Elec3city

Duração do espectáculo: 90 minutos

Peter Pan on Ice

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Data | Outubro de 2006
Local | Pavilhão Atlântico (Lisboa)
Telefone | 218918409
E-mail | info@pavilhaoatlantico.pt
Webpage| http://www.pavilhaoatlantico.pt

Local | Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos (26 a 29 Outubro)
Telefone | 229371170
Fax | 229 373 213

Peter Pan leva-o a uma viagem inesquecível até a Terra do Nunca onde poderá reviver a sua infância e mais uma vez sair do espectáculo com um grande sorriso.

Uma fabulosa história no gelo que se desenvolve sobre a importância da família. É uma história onde amizade é testada ao limite por inveja e a confiança não é sempre o que parece. Com acrobacias, um guarda-roupa espectacular, a velocidade e encanto dos melhores patinadores artísticos do mundo e, obviamente, voos únicos.

Um espectáculo para toda a família a não perder, produzido por Holliday on Ice.

As crianças dos 3 até aos 10 anos inclusivé possuem um desconto de 50%.
Idade Mínima: 3
Promotor: Ritmos & Blues

Duração do espectáculo: 120 minutos

sexta-feira, setembro 22, 2006

Este livro é fantástico... aqui fica a dica

(como continuação do post anterior ;))

DIGA NÃO AOS SEUS FILHOS - Crianças Felizes e Saudáveis de John Rosemond

«Nos últimos quarenta anos transformámos a educação infantil em algo muito complexo e esquisito. A família passou a viver em função dos filhos, os pais tornaram-se permissivos, o disparate substituiu o bom senso. Não é de admirar que as crianças se tenham tornado egoístas, exigentes, mimadas, malcriadas, incontroláveis.

Durante os nossos primeiros anos de pais aconteceu-nos o mesmo. Eu e a minha mulher lemos todos os livros aconselhados, fizemos tudo o que os supostos especialistas recomendavam. Diziam-nos que respeitássemos Eric como nosso igual, mas quanto mais agíamos assim menos respeito tinha por nós; diziam-nos que as famílias deviam ser democráticas, mas quanto mais democráticos mais tirânico se revelava o nosso filho; afirmavam-nos que não se devia controlar as crianças, mas quanto menos o controlávamos mais descontrolado se tornava. Foi então que decidimos deixar de dar ouvidos aos especialistas e começar a educar os nossos com amor e determinação.»

John Rosemond

Pai, marido, terapeuta e autor consagradíssimo, John Rosemond escreveu um guia simples que libertará os pais de sentimentos de culpa, da exaustão e da ira que minam as famílias, colocando tantas vezes os pais um contra o outro, impedindo-os de orientar as crianças na direcção de uma vida autónoma, responsável e feliz. Algumas regras: o casamento em primeiro lugar, em primeiro lugar a relação entre os pais. Não tenha medo de dizer não aos seus filhos. Tente dar-lhes tudo o que precisam, mas pouco do que simplesmente querem. Elimine os brinquedos em excesso. Responsabilize-os, atribuindo-lhes tarefas adequadas. Exija-lhes obediência. Encoraje a criatividade reduzindo, com firmeza, o tempo à frente do televisor.

«Recomendo vivamente os conselhos eficazes de John Rosemond acerca da utilização da televisão. Os pais não podem deixar de ler este livro e atenderem aos conselhos de John Rosemond.»

Marie Winn

Birras

Transforme a birra numa prova de amor e faça o seu filho dar mais um passo em frente para a idade adulta.

A maioria das crianças entre os 18 meses e os 4 anos têm aquelas birras quase incontroláveis que deixam os seus pais sem saber como agir. Quem não teve que enfrentar uma birra do filho em plena rua ou no supermercado ou no jantar com os colegas do trabalho? O local e o momento não poderiam ser mais inconvenientes! Nesta fase, as crianças testam ao máximo os limites dos seus pais.

A birra resulta da percepção que a criança tem de si como ser individualizado com vontades, mas que ainda não entende que para viver em sociedade tem que ceder. Esta fase da "afirmação do eu" faz parte do crescimento normal da criança, do conquistar de uma identidade própria. Trata-se de um conflito no interior da criança entre a procura da autonomia e a dependência dos pais. É um claro sinal de crescimento! E é nestes momentos que muitos pais se questionam sobre as suas capacidades educativas. A maior dificuldade que os pais enfrentam é a de conciliar a compreensão, que visa proporcionar as trocas afectivas de que ela necessita, com uma determinada firmeza.

Em primeiro lugar, não se oponha se não tiver a certeza que será capaz de ir até ao fim. Se decidir enfrentar a birra então há que lidar com ela com calma e firmeza. Firmeza não implica ser agressivo, pelo contrário, alie a firmeza à suavidade.

Nesta fase, torna-se muito importante que os pais aprendam a não ter receio de dizer "não", deixando bem claro que o amor que sentem pelos filhos é incondicional. A disciplina é também uma forma de amor. Pratique-a sem ignorar os gostos da criança. Não necessita de se tornar um general. A disciplina é, depois do amor, o mais importante que se pode dar a uma criança. Explique sempre a razão do "não": "Não, porque te podes magoar ou magoar os outros ou estragar o brinquedo..." Expresse empatia e diga-lhe que compreende perfeitamente o que ela está a sentir: "Quando era pequena, a avó também não me deixava comer todos os doces que eu queria e eu ficava muito triste. Acontece que se comeres os doces todos vais ficar com uma valente dor de barriga, mas a mamã gosta muito de ti e não quer que te doa a barriguinha." Toque no seu filho numa tentativa de o reconfortar: afague os seus cabelos ou abrace-o. É preciso que você o ensine que as birras não farão mudar a opinião dos pais e que o seu amor por ela não se alterará. Após a birra, felicite-a por se ter decidido pelo bom comportamento.

Se mesmo assim não resultar, ignore-a por alguns minutos e continue o seu percurso. Muitas birras terminam quando as crianças deixam de ter público. É claro que nem sempre é possível, por exemplo, poderá tornar-se perigoso se o fizer na via pública. Neste caso será preferível conduzi-la pela sua mão e avisá-la que mais tarde será penalizada. As penas deverão ser adequadas à idade da criança e levadas até ao fim.

No caso das birras ao deitar, repare se o ambiente não é demasiado ruidoso. Leve-o para o quarto pela mão e conte-lhe uma história. As birras são também frequentes nas horas da refeição. Não insista ou valorize de mais a situação. Quando o seu filho tiver fome, com certeza vai comer tudo num ápice. Numa atitude de despero pode sentir-se tentado a oferecer alimentos mais atraentes mas não caia em tentação.

A birra permite também à criança lidar com os seus sentimentos e a auto-controlar-se. Incentive-a a fazê-lo com os seus próprios recursos. Aprender que tudo tem limites abre caminho para um convívio saudável com a sociedade e a uma boa integração na comunidade. As regras são fundamentais.

Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais. No mundo em que vivemos, que se rege por regras, o melhor é aprender a aceitá-las logo desde pequenino.

Susana Nunes

Mercadinho do Equinócio

24 Set: 11h-19h
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O Centro de Pedagogia e Animação do CCB avança com mais um Mercadinho, o do Equinócio, uma feira feita por crianças e para crianças, que pretende juntar crianças e famílias num ambiente diferente e ao ar livre. Nesta iniciativa, as famílias são convidadas a trazer para o Jardim das Oliveiras tudo o que lá em casa já não faz falta, brinquedos, livros, jogos desenhos e depois vendê-los (a preços até 1 Euro) com direito a bancada e tudo. Outros artigos mais originais também têm lugar: uma história bem lida, uma acrobacia, um truque de magia, uma limonada ou os bolinhos que se aprendem a fazer com a avó . Haverá ainda o lugar dos avaliadores para quem tenha dúvidas sobre o preço a dar ao seu artigo, e também um espaço para fazer as devidas etiquetas.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Mães na idade dos porquês

Mamãs espreitem aqui!

Vão adorar este site com questões sobre nutrição, higiene e desenvolvimento do bebé até aos 3 anos.

http://www.alviva-europe.com/img/puzzle/anne_geddes_tausendschoenchen.jpg

terça-feira, setembro 19, 2006

Workshop Músicos de Fraldas | 18-36 meses

http://www.orange.co.uk/images/editorial/news/BabyMusic01_170.jpg
Sábados 15h30 e 16h30

Vamos aprender a canção do olá? Há bolas que rebolam com os sons. Há bebés que dançam com os pais e avós que saltam um pára-quedas. As mãos balançam com as escalas, e as vozes sopram movimentos. Os bebés trocam suspiros e surpreendem-se com instrumentos que saem de um pano colorido. Mozart oferece melodias que voam com balões, e as chupetas param para ouvir os silêncios. Chega a canção do adeus e voltamos a calçar os sapatinhos. Aos sábados, a Casa da Música oferece mais surpresas com Músicos de Fraldas (um programa integrado na formação de Animadores Musicais da Casa da Música)

Preço: 5 € por bebé, com direito a 2 acompanhantes adultos

sexta-feira, setembro 15, 2006

Workshop Pim.Pam.Pum - Casa da música

Sex 1 Set 2006 a Dom 31 Dez 2006
10:00

Tendo como base um repertório de lengalengas tradicionais (algumas em vias de se perderem no tempo...), pretende-se neste workshop utilizar, combinar e manipular sons, elementos musicais e outros recursos apropriados para compor, arranjar e improvisar músicas e ainda desenvolver a criatividade e a sensibilidade musical.

maiores de 4 anos

O medo da separação

E porque é exactamente isto que os meus meninos estão a enfrentar, aqui vai:

Muitas crianças enfrentam o infantário com alegria e prazer, porque ali encontram novos amigos e podem brincar mais à vontade. Outras, porém, enfrentam mal a separação dos pais.

Muitas crianças enfrentam o infantário com alegria e prazer, porque ali encontram novos amigos e podem brincar mais à vontade. Outras, porém, enfrentam mal a separação dos pais.

É preciso transmitir-lhe um sentimento de calma e segurança, especialmente nos primeiros dias. Despeça-se sempre do seu filho, mesmo que ele chore, porque se não o fizer, a criança pode ficar ainda mais assustada e angustiada com o seu desaparecimento.

Não choramingue apenas por o ver chorar. Assim que entrar para o espaço do infantário depressa vai secar as lágrimas, mas se a vir a si fazer o mesmo, a angústia vai prevalecer.

Nos primeiros dias é também importante que o vá buscar mais cedo, de forma a que ele não pense que ficou esquecido. Uma criança pode ficar abalada se começar a ver todos os outros meninos a abalar com as suas mães e ele ficar sózinho.

Também não deve falar de coisas interessantes que aconteceram em casa quando ele não estava presente, porque isso o pode deprimir e fazer com que não queira voltar no dia seguinte.

Acima de tudo é necessário ter calma e demonstrar confiança, e transmitir essa imagem à criança.