quinta-feira, junho 01, 2006

Declaração Universal dos Direitos da Criança

PRINCÍPIO 1º

A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.

PRINCÍPIO 2º

A criança gozará proteção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objetivo levar-se-ão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança.

PRINCÍPIO 3º

Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.

PRINCÍPIO 4º

A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especiais, inclusive adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas.

PRINCÍPIO 5º

À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.

PRINCÍPIO 6º

Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-à, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.

PRINCÍPIO 7º

A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.

Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.

Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.

A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.

PRINCÍPIO 8º

A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.

PRINCÍPIO 9º

A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma.

Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

PRINCÍPIO 10º

A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.

segunda-feira, maio 22, 2006

Leopoldina



Querem conhecer a história? Então preparem-se porque vamos desvendar o maior de todos os segredos: a Leopoldina vai-nos levar a um mundo encantado onde os brinquedos ganham vida e a brincadeira nunca acaba. E esse Mundo existe!

Ar, água, terra e fogo - os 4 elementos - juntaram forças para criar um mundo encantado onde as crianças podem viver os seus sonhos mais coloridos. A Leopoldina vai guiar milhares de meninos e meninas numa visita extraordinária e vai levá-los a conhecer os recantos da sua terra e apresentar-lhes os seus amigos. O Cuco Maluco que sobrevoa o Mundo Encantado no seu avião, o simpático Vulcão Atchim que cada vez que espirra atira brinquedos em todas as direcções, a Aldeia da Brincadeira onde cada dia é uma Festa, o Trilho das Guloseimas onde cada canto é uma delícia e o Lago Splash com os seus divertidos peixinhos Arco íris, são alguns dos mais extraordinários locais e protagonistas desta maravilhosa história. Mas vamos ficar a conhecer também o Imperador Mao e o seu terrível plano: transformar todos os magníficos brinquedos em aborrecidos electrodomésticos. Será que a Leopoldina e as Crianças vão conseguir dar a esta história um final feliz? É o que vamos ficar a saber neste espectáculo, a maior e mais surpreendente produção de um musical infantil em Portugal. O disco da Leopoldina e o Mundo Encantado dos Brinquedos ganha vida em palco com todos os personagens que deslumbram os mais novos. Música, dança e muitas aventuras chegam agora aos palcos dos Coliseus de Lisboa e Porto. A Leopoldina vai abrir a porta deste mundo a milhares de crianças. Porque afinal é a elas que este Mundo Encantado pertence.

segunda-feira, maio 15, 2006

Para todos os anjos...

Uma vez uma criança estava pronta para nascer.

Um dia a criança perguntou a Deus, “Disseram-me que me vais enviar amanhã para a Terra, mas como vou viver lá sendo tão pequena e indefesa?”

Deus respondeu, “De entre muitos anjos, Eu escolhi um para ti. Ele estará à tua espera e cuidará de ti".

“Mas” disse a criança, “aqui no Céu eu não faço mais que cantar e sorrir. É o que eu preciso para ser feliz!"


Deus disse, “O teu anjo cantará para ti todos os dias. E sentirás o amor do teu anjo e serás feliz".

“E, disse a criança, "como serei capaz de compreender as pessoas quando falarem comigo, se eu não conheço a linguagem que o homem fala?"

”É fácil ", disse Deus “O teu anjo te ensinará as mais belas e doces palavras que jamais ouviste,
e com muita paciência e carinho, o teu anjo te ensinará a falar".

A criança olhou para o alto e para Deus dizendo, ”E que farei quando eu quiser falar contigo?"

Deus sorriu para a criança dizendo, “O teu anjo juntará as tuas mãos e te ensinará a orar".

A criança disse, “Ouvi dizer que na Terra existem homens maus. Quem me irá proteger?"

Deus envolve com suas mãos a criança, dizendo, “O teu anjo te defenderá – mesmo que arrisque a sua vida!"

A criança entristeceu dizendo, “mas ficarei muito triste porque nunca mais te irei ver".

Deus abraça a criança “O teu anjo falará sempre acerca de mim e irá ensinar-te o caminho de volta para mim, além de que eu estarei sempre junto de ti".

Neste momento houve muita paz no Céu, mas as palavras da terra podem agora ser ouvidas.

A criança ansiosa, pergunta suavemente, "Oh Deus, Se eu tenho agora de partir por favor diz-me o nome do meu anjo!"

Deus respondeu,
“O nome do teu anjo não tem importancia… Tu irás simplesmente chamar-lhe

“MÃE!"

quarta-feira, maio 10, 2006

O meu bebé não pára de chorar…


Todos os bebés choram de vez em quando, uns mais do que outros. Durante os primeiros meses o choro é normalmente um sinal de fome, desconforto ou cansaço. É o único meio que o bebé tem para comunicar que algo está mal…

Os pais vivem os primeiros dias de vida do seu bebé num estado de confusão de sentimentos: à enorme felicidade associa-se a ansiedade e o medo de não ser capaz. Informações contraditórias chegam de todos quantos os visitam. "Porque é que chora o meu bebé?" Todos os bebés choram de vez em quando, uns mais do que outros. Segundo estudos realizados nesta área, a média total é de duas horas por dia no primeiro mês. Durante os primeiros meses, o choro é normalmente um sinal de fome, de desconforto ou de cansaço.

Fome
O bebé com fome chora imediatamente antes da hora da mamada e deixa de chorar assim que se alimenta. Nos primeiros meses de vida, e em especial no primeiro mês, os lactentes fazem mamadas mais frequentes e curtas. Ao contrário de toda a fisiologia animal, a "normalização horária" da sociedade resultou na imposição horária tanto na duração das mamadas como no espaçamento das mesmas e na consequente recusa das mamadas a pedido.

Desconforto
O choro pode ser sinal de desconforto provocado por fralda suja, calor ou frio. Durante os três primeiros meses de vida é frequente os bebés terem dores abdominais por acumulação de gases - cólicas periódicas. O bebé tem períodos irregulares de choro ao longo do dia ou noite e apresenta distensão abdominal. Muitas vezes manifesta desconforto após a refeição, mexendo-se muito.

Para evitar a acumulação de gases apresentamos alguns conselhos:

- Tente criar um ambiente calmo para não transmitir a sua ansiedade ao bebé.
- Evite que durante a refeição o bebé engula ar. Não o deixe muitas horas sem se alimentar porque ao tentar comer mais depressa irá engolir mais ar. Adapte-o bem à mama ou, no caso de usar biberão, tenha o cuidado de o inclinar o suficiente de forma a que a tetina seja completamente preenchida por leite.
- No final de cada mamada segure o bebé com a cabecinha e tronco em posição vertical. Deixe-o arrotar bem e espere assim, mais um pouco, antes de o deitar.

Cansaço
O choro limitado a um período particular do dia (quase sempre nas últimas horas do dia) é provavelmente sinal de cansaço. O bebé cansado pode ter sido muito estimulado durante o dia e assim não adormecer sem passar por um período de agitação.

Alguns conselhos:
Não deixe o bebé chorar durante longos períodos de tempo sem averiguar o motivo. Este é o único meio que o bebé tem para comunicar que alguma coisa está mal.

É importante transmitir calma ao bebé. "Aqui estão os teus pais para te ajudar." Se o choro se tornar inconsolável, se o bebé vomitar, se surgir febre ou recusa em alimentar-se consulte imediatamente o médico. Só ele poderá esclarecer todas as dúvidas.
Carla Sá

A Flauta Quase Mágica




Teatro Municipal S. Luiz
Endereço: Rua António Maria Cardoso, 381200-027 Lisboa
6, 7, 13, 14 Mai: 17h30, 9 a 12 Mai: 11h
A Flauta Quase Mágica é uma reinvenção de A Flauta Mágica de Mozart. No centro da peça estão as figuras de DJ Moz e VJ Art, um duo verdadeiramente transdisciplinar e actual que utiliza os vários talentos de uma equipa criativa, e tambem do público, para criar algo que está algures entre uma peça de música, de teatro e de arte digital.A acompanhar, e quase em simultâneo com a realização da peça, há workshops com Paulo Maria Rodrigues, Luís Girão (Dj Moz) e João Raposo (VJ Art), para alunos do 9º ao 12º ano, cujo objectivo é mostrar como se desconstruiu a Flauta Mágica e como se construiu a Flauta Quase Mágica.Os workshops realizam-se dias 9, 10 e 11 de Maio, das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30.

segunda-feira, maio 01, 2006

A Matemática no Jardim de Infância

É dada pouca ou nenhuma atenção à Matemática nas nossas escolas (independentemente do grau de ensino) e o Jardim de Infância não é excepção, esquecendo-nos que esta é decisiva para a estruturação do pensamento.
As crianças vão espontaneamente construindo noções matemáticas a partir das vivências do dia a dia. O papel da matemática na estruturação do pensamento, as suas funções na vida corrente e a sua importância para aprendizagens futuras, determina a atenção que lhe deve ser dada no Jardim de Infância, cujo quotidiano oferece múltiplas possibilidades de aprendizagens matemáticas.
É necessário ter-se presente que a principal finalidade da educação Pré Escolar não é a aquisição imediata dos conhecimentos, mas a formação de atitudes correctas e habilidades necessárias para essa aprendizagem.
O desenvolvimento da criança não pode nem deve ser entendido como uma via cujo trajecto é obrigatório e previamente determinado.
O facto de encontrarmos crianças da mesma idade com capacidades e competências muito diferentes, não nos permite fazer comparações, nem emitir juízos de valor e muito menos estabelecer prognósticos precipitados.
Todas as crianças contêm em si próprias um grande potencial de desenvolvimento que se irá manifestar em plenitude se lhe soubermos proporcionar as condições e as oportunidades e se respeitarmos o seu ritmo de maturação.
A matemática é reconhecidamente decisiva para a estruturação do pensamento humano e a plena integração na vida social. A criança não aprende conceitos numéricos com desenhos, nem apenas pela manipulação de objectos, constroem conceitos à medida em que actuam mentalmente sobre eles e os relaciona. A importância da actividade lúdica para as crianças em idade Pré Escolar é por demais saliente. São as próprias crianças que vão construindo com maior ou menor consistência os conceitos matemáticos na sua vivência do dia a dia, cabendo à escola o papel de sistematizar e consolidar esses seus conhecimentos e capacidades espontaneamente desenvolvidas.
As aprendizagens matemáticas estão ligadas à linguagem porque implicam não só a apropriação do conceito, mas também a sua designação.
Importa que, nós educadores, saibamos propor situações problemáticas e permitir que as crianças encontrem as suas próprias soluções, que as debatam com outra criança, num pequeno grupo, ou mesmo com todo o grupo.
Neste processo de resolução de problemas não se trata de apoiar as soluções consideradas correctas, mas de estimular as razões da solução, de forma a fomentar o desenvolvimento do raciocínio e do espírito crítico. A resolução de problemas constitui uma situação de aprendizagem em que a criança será confrontada com questões que não são de resposta imediata, mas que a levam a reflectir no como e no porquê, fundamental em crianças com 5/6 anos.
É importante que as crianças aprendam não apenas conteúdos matemáticos, mas que se envolvam nos processos matemáticos: procurando padrões, raciocinando acerca de dados, resolvendo problemas e comunicando as suas ideias e resultados. Deste modo as crianças desenvolvem o pensamento crítico.
A pratica pedagógica deveria proporcionar às crianças uma melhor compreensão da natureza do conhecimento, em geral, e da Matemática em particular
Os Educadores de Infância precisam de tomar em consideração os conhecimentos matemáticos informais das crianças, pois tal como outros «conhecimentos consequenciais» (Sternberg, 1984), a matemática não é simplesmente um conjunto de factos e procedimentos isolados a ser memorizados através de uma pratica repetida. A matemática implica um conjunto altamente estruturado de informação repleta de relações. A investigação cognitiva mais recente mostra que a aprendizagem consistente da matemática envolve construir activamente uma compreensão destas relações. Mostra também que estimular essa aprendizagem implica construí-la a partir do conhecimento que as crianças já possuem, incluindo o seu conhecimento informal.
Acima de tudo, deve-se dar à criança a oportunidade de usar os conhecimentos que possui para tentar resolver um problema ou uma questão. O educador deve ouvir com atenção quando as crianças lhe explicam as suas ideias e soluções. (Carpenter, Fennema, Peterson, 1989) Mesmo as respostas confusas ou incorrectas podem ser informativas, porque reflectem o nível de compreensão da criança nesse momento. Além disso, é importante encorajar as crianças a partilharem as suas ideias e estratégias com os outros.(Carpenter et al.,1989; Kamii, 1985). Quando o educador e as outras crianças prestam atenção, isso «diz» à criança que as suas ideias e estratégias são importantes, o que as ajuda a ganhar confiança e também a compreenderem que a parte mais importante da matemática é pensar e comunicar.
Em conclusão, o que se pretende é que a criança descubra, questione, explore e construa o seu próprio conhecimento matemático.


Ângela Monfort

A criança hiperactiva

A síndroma de Défice de Atenção e Hiperactividade pode ocorrer em 3% a 20% das crianças em idade escolar, sendo os rapazes 4 a 9 vezes mais afectados que as raparigas.
A síndroma de Défice de Atenção e Hiperactividade pode ocorrer em 3% a 20% das crianças em idade escolar, sendo os rapazes 4 a 9 vezes mais afectados que as raparigas. Actualmente, a maior exigência e as elevadas expectativas no desempenho escolar levam a um maior número de diagnósticos.

As manifestações clínicas da síndroma de Défice de Atenção e Hiperactividade podem ser muito precoces, mas é na escola que as alterações da atenção e a excessiva actividade das crianças afectadas constituem um problema sério.

Nas crianças com Défice de Atenção e Hiperactividade as alterações do comportamento são a inatenção, a hiperactividade e a impulsividade.

A inatenção manifesta-se pela incapacidade de as crianças se manterem atentas. As crianças evitam tarefas que requeiram concentração, distraem-se facilmente e parecem não escutar. A dificuldade de concentração está sempre presente nesta síndroma.

A hiperactividade resulta na impossibilidade do controlo da actividade e dos impulsos em situações em que o controlo é fundamental, nomeadamente na escola. Perturbam as aulas, respondem antes de ser completada a pergunta, interrompem os colegas, não aguardam a sua vez, mudam constantemente de actividade e não se mantêm sentados. A hiperactividade é a principal característica desta síndroma que, quando associada à impulsividade é particularmente problemática, levando por vezes a acidentes pessoais.

As crianças com Défice de Atenção e Hiperactividade são geralmente desorganizadas, desajeitadas, sem habilidade para o desporto, com um aproveitamento escolar irregular e pouco sociais, o que leva a uma baixa auto-estima.

A causa desta perturbação neurocomportamental ainda não é conhecida. Vários estudos, no entanto, apontam para uma base genética pois há maior risco de incidência em irmãos, principalmente nos gémeos idênticos, e é frequente existir um familiar próximo também afectado, geralmente o pai, nas famílias de crianças com este diagnóstico.

O diagnóstico é essencialmente clínico e baseado em critérios comportamentais. Os sintomas descritos - inatenção, hiperactividade e impulsividade - devem existir há mais de seis meses, ter-se iniciado antes dos sete anos de idade e manifestar-se em diferentes circunstâncias, nomeadamente em casa e na escola.

É sempre necessário verificar se existem doenças associadas, nomeadamente da visão e da audição. Para estabelecer o diagnóstico devem ainda ser excluídas as variantes do normal relacionadas com a idade e o sexo e ainda com as características temperamentais da criança.

Um problema de saúde
Após o diagnóstico são necessários o esclarecimento e aconselhamento adequado da criança, dos pais e dos professores. É fundamental que todos entendam esta alteração de comportamento como um problema de saúde da criança e não como um problema de disciplina. Esta atitude é o passo mais importante para uma evolução favorável. Em casa e na escola todos devem assumir uma atitude positiva valorizando os comportamentos adequados e evitando as críticas sistemáticas.

Na sala de aula o aluno deve estar na primeira fila, deve ser reduzido o número de alunos da turma e deve ser proporcionado apoio educativo individualizado. Devem adaptar-se as actividades escolares ao tempo de concentração do aluno, incentivando-o a participar nas tarefas escolares.

Existe benefício na utilização de medicação psicostimulante na melhoria da atenção e na redução da hiperactividade e impulsividade. No entanto a medicação nunca é a primeira opção de tratamento, devendo ser sempre usada em associação com as alterações da rotina escolar, da estrutura das aulas e da atitude perante a criança, evitando o stress e promovendo a auto-estima.

Os objectivos do tratamento das crianças com Défice de Atenção e Hiperactividade são a melhoria da aprendizagem e do rendimento escolar. A evolução é habitualmente favorável quando a criança é bem acompanhada e apoiada.

Almerinda Maria Pereira

domingo, abril 23, 2006

Formiga

Pelo muro acima vai uma formiga
Com uma mão na testa e outra na barriga

Pelo muro abaixo vai um escaravelho
Com uma mão na barriga e outra no joelho


(enquanto dizemos a lengalenga devemos mimá-la com gestos, principalmente se a estivermos a contar a crianças pequenas (até aos 3, 4 anos). Depois eles próprios o fazem!)

sábado, abril 22, 2006

Os Lugares de Maria

Fundação Calouste Gulbenkian
2-4 anos
7 Mai: 11h-12h, 15h30-17h

No dia em que entrou no museu, Maria conheceu muitos iguais a ela, daqueles que contam histórias com tintas, lápis, telas e objectos. Conversaram sobre viagens e lugares mágicos. No final guardaram as palavras numa aparente e simples caixa de cartão. E se a abríssemos?

Informações Úteis: Marcação prévia
.The image “http://www.lisboacultural.pt/lxcultural/images/items/mar.jpg” cannot be displayed, because it contains errors.

«O Medo Azul» no Teatro da Vilarinha

O Barba Azul, criado por Charles Perrault e recriado pelos irmãos Grimm, inspirou «O Medo Azul», que estará em cena no Teatro da Vilarinha, no Porto, a partir de quarta-feira e até ao dia 30 deste mês. Trata-se de um espectáculo sobre o medo, encenado e interpretado por José Caldas. Desde tempos imemoriais até à actualidade que as bruxas, os ogres, os lobisomens e outros mitos povoam o inconsciente colectivo, animando numerosas histórias, muitas delas aterrorizadoras. «O Medo Azul» recupera uma dessas figuras míticas e arrepiantes, o “monstro” Barba Azul, levando o público a reviver os grandes medos da infância, deixando-se invadir com prazer pelos sobressaltos e sentindo de novo o grande arrepio.
José Caldas é, simultaneamente, o Barba Azul, sua esposa, mãe, irmã e irmãos, num espectáculo que explora as técnicas do contador de histórias. Marta Silva assina a cenografia: uma cadeira e o figurino do actor/contador, que se metamorfoseiam ao longo do espectáculo, criando personagens, espaços, emoções e atmosferas. O objectivo é potenciar o mínimo no máximo de expressão e sentido, como se do corpo do actor, da sua voz e das suas vestes emergisse todo o universo múltiplo e único. Miguel Rimbaud compôs a música, Alberto Magno apoiou o movimento e a mestra costureira Celeste Gomes preparou os figurinos. A produção é de Isaura Melo. Luísa Neto Jorge e M.J. Gomes traduziram para português o conto O Barba Azul, de Charles Perrault.
Recorde-se que «O Medo Azul» estreou em Março, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, nas comemorações do Dia Mundial do Teatro.
Dirigido a pequenos e grandes, «O Medo Azul», o espectáculo estará em cena no Teatro da Vilarinha, aos sábados às 16h00 e 21h45; domingos às 16h00. Os dias 19, 20 e 21 (4ª, 5ª e 6ª feira) são reservados a ensaios gerais com público, com início 21h45. Na semana de 24 a 28 de Abril haverá também sessões para o público escolar, às 11h00 ou 15h00. O espectáculo tem duração de cerca de 50 minutos. O preço dos bilhetes é de 9 e 4,50 euros (estudantes e <25 anos) e 3,30 euros (grupos).
Paralelamente, a partir de amanhã, a companhia o Pé-de-Vento apresenta «O Brincador», de Álvaro Magalhães, com encenação de João Luiz. O espectáculo, que estreou em 2005, estará em cena até 31 de Maio. Em Abril as sessões são reservadas ao público escolar organizado.

segunda-feira, abril 17, 2006

Educação Parental

Se vai ser pai/mãe nos próximos tempos, então prepare-se porque irá assumir um dos papéis mais desafiadores, extenuantes e difíceis da existência humana, em relação ao qual não há retorno.
Se vai ser pai/mãe nos próximos tempos, então prepare-se porque irá assumir um dos papéis mais desafiadores, extenuantes e difíceis da existência humana, em relação ao qual não há retorno. Pelo menos durante um longo período, acabaram-se os fins-de-semana descansados, as idas ao cinema e os jantares fora. Mesmo que tenha avós disponíveis para acolher o novo elemento da família, a presença dele na sua mente será constante e por isso dificilmente poderá encontrar aquela tranquilidade de antigamente. Não é que eu queira pintar o quadro muito negro, mas quem tem filhos sabe bem que o descanso acabou. Acha que estou a exagerar? Então o melhor é esperar para ver… Vai ver o lado difícil, mas também o outro. É que eles, para além de nos encherem a vida de preocupações, também preenchem a nossa existência de alegria e encantam-nos permanentemente.

Muitas são as dúvidas que assaltam os pais quando desempenham a sua função, nomeadamente se têm dado aos filhos o contributo essencial para que estes cresçam de forma equilibrada e feliz. É muito frequente encontrar pais a culpabilizarem-se quando algo corre mal com os filhos... "Se ele é assim ou se age de forma menos correcta, então eu falhei no desempenho da minha função parental". Este é um raciocínio muito frequente que é urgente alterar, para bem dos pais e dos filhos.

A existência de serviços de apoio e orientação de pais poderia ser uma excelente ajuda para eles viverem de uma forma mais tranquila o desempenho da sua missão, em relação à qual ninguém nasceu ensinado. Estes serviços de apoio poderiam funcionar nas autarquias ou nos centros de saúde e terem como coordenadores psicólogos e psiquiatras. A existência deste tipo de serviço seria de grande utilidade, uma vez que os pais muitas vezes se sentem perdidos e incapazes de definir o tipo de estratégia mais adequada para ajudarem os filhos a resolver problemas, que muitas vezes estão associados a uma determinada etapa do desenvolvimento. Além disto, é urgente que os pais possam treinar competências que lhes permitam mudar alguns comportamentos quando são confrontados com determinadas circunstâncias.

A educação parental é um desafio que se poderá também colocar aos psicólogos que trabalham em contexto escolar, uma vez que a alteração do comportamento dos mais novos passa, sobretudo, por um trabalho intensivo junto dos seus encarregados de educação. Todo o trabalho que for desenvolvido com os pais será uma forma de prevenir o aparecimento de muitos dos comportamentos que são considerados indesejáveis no contexto escolar.

Pais informados, descontraídos e confiantes são meio caminho andado para a felicidade mútua. Torna-se por isso urgente investir mais na formação de quem tem a difícil tarefa de educar.

Adriana Campos

sábado, abril 08, 2006

Boa Páscoa!


e aqui ficam algumas sugestões de actividades de Páscoa, fica sempre bem um cestinho feito pelos afilhados para oferecer aos padrinhos...porque não?!

Espero que gostem!

E porque a fadinha também vai de férias aqui ficam alguns conselhos...

As crianças adoram brincar e interagir umas com as outras, e quanto mais companhia melhor! Opte por locais onde seja normal haver outras crianças de férias. É uma opção benéfica para as crianças mas também para os pais.
A grande maioria de nós anda neste momento muito empenhada nos preparativos para as férias. Independentemente do destino, se vai partir com crianças não se esqueça que as férias são para elas mas também o são para si.

Se é verdade que os adultos procuram essencialmente descansar, carregar as baterias e quebrar a rotina do dia-a-dia, as crianças necessitam de muita companhia, diversão, novas experiências e... muito mimo. O sucesso das férias com crianças depende de algumas opções assertivas.

Longe vai o tempo, mas ainda na memória de muitos de nós, em que a família ia em conjunto para férias no Verão. Todos (avós, pais, tios, primos...) se mudavam de armas e bagagens para a praia ou para o campo. Embora hoje não consigamos perceber, totalmente, como era possível esta coabitação sem tropeços nem amuos, o que é certo é que, quer nós quer os nossos amigos, quando se fala das férias passadas na nossa infância, recordamos com nostalgia alguns episódios. Mas, para além das férias em família alargada, havia outras diferenças: o tempo passava devagar, não havia buracos de ozono nem protectores solares, o sol era bom a qualquer hora e tínhamos a certeza que, ano após ano, os amigos lá estariam à nossa espera.

Cuidados a ter em conta
Hoje em dia, as férias e as famílias são diferentes, mas as crianças continuam a adorar brincar e interagir umas com as outras, quanto mais companhia melhor! Opte por locais onde seja normal haver outras crianças de férias. É uma opção benéfica para as crianças mas também para os pais. Quanto mas companhia eles tiverem menos atenção exigem de si. Quer vá para o campo ou para a praia, não deve esquecer na sua bagagem: muita água (o calor pode provocar desidratação), os indispensáveis protectores solares com índices adequados às crianças e ao tipo de pele, um termómetro; alguns medicamentos (antipiréticos, soro fisiológico para o nariz e outros que o seu pediatra lhe aconselhe). Já agora não esqueça o número de telefone do pediatra, o boletim de saúde e o cartão de utente. Junte ainda à sua bagagem algumas pomadas para as queimaduras, picadas de insecto, algum algodão, alguns pensos rápidos e um desinfectante.

Na praia ou no campo as exposição aos raios solares deve ser feita com precaução para evitar dissabores e tratando-se de crianças os cuidados devem ser redobrados, pois as suas peles são muito sensíveis. Evite a todo o custo a exposição entre as 10 e as 17 horas e aumente muito lentamente o tempo de exposição. No caso de crianças pequenas, comece por dois ou três minutos e não ultrapasse os vinte minutos de exposição ao sol. Aplique previamente em todo o corpo uma boa camada de protector solar com factor de protecção elevado e de preferência com filtro físico (menor risco de provocar reacções alérgicas). Repita a aplicação do protector hora a hora. Reforce com protector as zonas dos ombros, nariz e bochechas. Não facilite, proteja o seu filho mesmo nos dias em que o céu está nublado. Ah! Não esqueça o chapéu e a t-shirt. Mas, se o seu filho é ainda bebé e o levar para a praia, o melhor é mantê-lo sempre à sombra.

Ajude-o a enfrentar o medo da água
O Verão e a água ficam bem de mãos dadas. É inesgotável o prazer que uma criança pode tirar da brincadeira com água. Desde chapinhar na banheira, o abrir e fechar as torneiras do bidé, às marcas dos pés molhados deixadas pela casa fora.... mas, nada que se compare aos saltos e mergulhos nas poças deixadas na areia aquando da maré baixa. Contudo, se o seu filho tem medo da água, tente perceber a razão desse medo, sem nunca o forçar a entrar nela. Brinque com ele próximo da água e proteja-o quando as ondas o "ameaçarem", deixe-se molhar por ele antes o molhar, chame-lhe a atenção para a forma como as crianças da idade dele se divertem na água. Talvez aos poucos ele se entusiasme e troque o medo pelo prazer. Contudo, não deixe de vigiar as brincadeiras com água do seu filho. Mantenha-se atento, seja na praia, na piscina no campo ou mesmo em casa. Não deixe que a água se torne um pesadelo.

Boas férias!

segunda-feira, abril 03, 2006

A MAGIA ESTÁ DE VOLTA!

NODDY regressa a Portugal e traz de novo a Máquina do Tempo numa história encantadora, com luzes e efeitos especiais de prender a respiração.

Depois de ter encantado 75 000 pais e filhos em 2005, o espectáculo do NODDY traz os seus amigos da Cidade dos Brinquedos para encantar Lisboa, Guimarães e Porto com as músicas que tão bem conhecemos da série da TV e do disco.

Veja e reveja o NODDY LIVE!, provavelmente o maior e melhor espectáculo musical infantil de sempre em Portugal. Neste espectáculo cantado em português, são transmitidos valores essenciais como o da amizade, a honestidade, a coragem e o respeito pela Natureza.

No NODDY LIVE! a história gira em torno da invenção do Sr. Faísca, uma máquina que permite controlar o clima e que surpreende o NODDY, a Ursa Teresa, o Sr. Lei, o Orelhas, a Boneca Dina e claro o Carro amarelo e vermelho. Claro está que Sonso e Mafarrico estão à espreita e de tudo farão para obtê-la…

NODDY LIVE é um sensacional espectáculo para toda a família!

Nota: Bilhete Pago a partir dos 3 anos inclusivé. Crianças menores de 3 anos podem entrar acompanhadas dos pais, ou representantes legais, mas não terão direito a lugar devendo permanecer ao colo dos acompanhantes. Quando em dúvida da idade, será pedido um elemento comprovativo à entrada da Sala.

03 e 04 Maio - PAV. MULTIUSOS DE GUIMARÃES
Plateia VIP: 30.00€
1ª Plateia: 25.00€
2ª Plateia: 20.00€
Bancada Palco : 20.00€
Bancada Entrada: 20.00€

Início do Evento: 20H00

6 e 7 Maio - COLISEU DO PORTO
Cadeiras Orquestra: 30.00€
1ª Plateia: 25.00€
2ª Plateia: 25.00€
Tribuna 1º, 2º 3º e 4º Sector: 25.00€
Balcão Popular: 20.00€
Galeria: 17.50€
Geral: 15.00€

Início do Evento: Dia 06 às 19H00 / Dia 07 às 11H00, 15H00 e 19H00

sábado, abril 01, 2006

A Idade do Gelo 2


Estreou ontem, dia 31 de Março



Título Original: Ice Age: The Meltdown
Realizador: Carlos Saldanha
Actores: Ray Romano, John Leguizamo e Denis Leary
Duração: 1:40H horas
M/6 - Animação


A Idade do Gelo chegou ao fim e os animais estão deliciados com o seu novo mundo - um paraíso descongelado, cheio de parques de água, géisers e poços... Mas quando, Manny o mamute, Sid a preguiça e Diego o tigre, descobrem que as milhas de gelo derretido poderão inundar o seu vale, eles têm de avisar os outros animais seus companheiros, e de alguma maneira encontrar um caminho para escaparem ao dilúvio que se aproxima.

História: "O risco das mentiras"

Um senhor disse:
- Macacos me mordam, se o que eu digo não se passou assim mesmo...
Como não se tinha passado assim, nem tão-pouco mais ou menos, veio um macaco e mordeu-o.
Um outro senhor disse:
- Raios me partam, se não é assim tal como eu conto...
Como não era assim tal como ele contava, nem sequer parecido, veio um raio e partiu-o.
Um terceiro senhor disse:
- Ponho as mãos no fogo como falei toda a verdade...
Como não tinha falado toda a verdade, nem sequer um bocadinho, veio o fogo e queimo-o.
O senhor mordido, o senhor partido e o senhor queimado encontraram-se os três, no mesmo hospital. O médico que os atendeu quis primeiro saber o que se tinha passado. Os senhores contaram e, desta vez, sem tirar nem pôr, contaram a verdade por inteiro.
Logo ali, o que tinha sido mordido sarou da mordidela, o que se tinha partido voltou a ficar inteiro, o que se tinha queimado curou-se da queimadura.
Saíram do hospital muito contentes e nunca mais juraram falso.
Acreditam? Não acreditam?
Pois foi assim tal e qual como eu conto.
Que me caia o tecto em cima, se não é verdade!
Sobre a folha de papel da minha história, começa a cair caliça... E cada vez em maior quantidade... Por que será?

António Torrado

domingo, março 26, 2006

Bichinha gata (para a B.)

Bichinha gata
Que comeste tu?
Sopinhas de leite
Onde as guardaste?
Debaixo da arca
Com que as tapaste?
Com o rabo do gato
Sape, sape, sape!

- Bichinha gata,
Comeste já hoje
Sopinhas de leite?
- Comi, comi!
- Guardas-te-me delas?
- guardei, guardei.
- Onde as guardaste?
- Atrás da arca!
- Com que as cobriste?
- Com o rabo da gata!!!

Sape, sape, sape gato...

Sape, sape, sape gata...

Sape, gato vai pró mato...

(E esfrega-se a cara bo bébe com algo muito suave a imitar o rabo da gata)

sexta-feira, março 24, 2006

A Fada Oriana


de Sophia de Mello Breyner, no Teatro do Bolhão.

25 Março às 11h00 e 16h00
26 Março às 11h

quinta-feira, março 23, 2006

Ao Pai...


Pai,

eu sei que você gostaria que houvesse um jeito de fazer-me enxergar a vida através dos seus olhos bem mais experientes, poupando-me de tropeçar pelo caminho.


Eu sei que você gostaria de ter as costas mais largas para carregar também os meus fardos, para aliviar-me de pesos.

Pai, eu sei que às vezes o mundo é cruel e que viver nele pode ser uma árdua tarefa, mas sei também que você gostaria de construir um mundo onde só houvesse o melhor para mim e onde o tempo não fosse tão curto para aprendermos a Vida,

onde não houvesse pessoas capazes de ferir-me,
onde eu pudesse apenas brincar de viver.
Eu sei que você gostaria de dar-me esse presente.

Pai, eu sei da tristeza que você sente por não poder impedir que eu sofra, que eu fique doente, que abusem de mim, que os perigos me rondem e que a fé se desfaça em meu coração.

Sei das cicatrizes que você carrega, provocadas por ferimentos
que já me atingiram no passado.

Sei das suas angústias e sobressaltos quando algo ameaça o meu tempo presente.

Sei das suas vontades e ansiedades voltadas para o meu futuro.

Ah, Pai, que maravilhoso futuro você gostaria que eu vivesse!

Eu sei disso, Pai.

E por saber tanto, eu lhe peço, ouça-me:
Se dores eu sofri, maiores elas teriam sido sem a sua presença.
Se em pedras muitas vezes eu tropeço e caio, lembro-me que foi você quem ensinou-me a levantar.

Se olho para o futuro e sinto medo, ele se vai assim que eu recorro à fé que você plantou em mim.

Agradeço a Deus por ter escolhido você para orientar os meus passos.

Foi com você que aprendi que quando a jornada torna-se difícil
Ele (Jesus) nos toma nos braços.
Obrigado, Pai!

quinta-feira, março 16, 2006

Comer sem ajuda

É o sonho de todos os pais e a preocupação da maior parte: que a criança coma sózinha e com apetite.

É o sonho de todos os pais e a preocupação da maior parte: que a criança coma sozinha e com apetite. No entanto, muitas crianças recusam-se a comer o que têm no prato, obrigando a longas sessões de promessas, ameaças e muito desgaste para ambas as partes.

Os psicólogos afirmam que estes problemas com a comida se ficam a dever a perturbações no desenvolvimento normal da ingestão de alimentos e da sua relação para com a comida.

Mesmo as crianças mais pequenas gostam de levar a comida à boca, mexer na colher e espalhar os alimentos à sua volta.
Deve sempre incentivá-la, mesmo que isso signifique algumas horas a limpar os despojos de guerra. A criança vai meter a mão no prato, lambuzar-se, sujar-se e nem todos os adultos têm paciência.

Comer pela sua própria mão é o princípio da autonomia da criança, além de incrementar a sua capacidade manual.
Infelizmente muitos pais negam esse prazer às crianças, insistindo em dar-lhe a comida à boca e levando a cenas à hora da refeição.

Se o que preocupa os pais é o facto dela não conseguir segurar ainda o garfo e a faca, é porque ainda deve ser pequena demais, sem a necessária coordenação motora. Cabe, como sempre, aos pais ensiná-la gradualmente a usar os talheres para não se sujar, permitindo-lhe de vez em quando usar as mãos (os adultos também as usam e sabem o prazer que isso dá), nunca descurando a liberdade que deve ter para apreciar o acto de comer.

Assistir à forma como a família come à mesa irá dar à criança a ideia certa da forma como deve actuar, ao mesmo tempo que tira prazer de brincar com a comida.

Os bebés nunca recusam uma refeição, mamando sempre com prazer, mas nem sempre os adultos respeitam o prazer que leva as crianças a comer.

No primeiro ano, o bebé aumenta de peso quase todos os dias, mas a partir dessa altura, deixa de ter tanto apetite, aumentando apenas cerca de dois quilos em todo o ano, mas as mães ficam demasiado nervosas com a situação, pensando logo em doenças.

Por isso levam as crianças ao médico, que acaba por receitar alguns remédios para "abrir o apetite", que podem mesmo ser perigosos, provocando hipoglicemia, sonolência ou agitação, ou forçam-nas a comer, criando uma relação errada de obrigação para com a comida, em vez de uma relação de prazer.

Também a angústia que os pais apresentam face à recusa das refeições pode ser um empecilho a uma relação saudável com a comida, e muitos pais chegam mesmo às ameaças e pancadas, que apenas vão causar maior pressão.

Outro problema coloca-se na vida sedentária que as crianças levam frente à televisão, o que é o oposto da vida saudável de saltos e brincadeiras que realmente lhe abririam o apetite. A televisão vai apenas despertar-lhe o interesse para os produtos anunciados, a maior parte dos quais sem qualquer qualidade nutritiva.

Uma boa solução para as crianças que fazem birra na hora das refeições é não forçar, mas assim que levantar a mesa, retirar da vista todos os alimentos, inclusive a fruta, proibindo todos os parentes próximos de lhe dar nem que seja uma bolacha.
Dois dias depois, se as birras persistirem, mantenha o mesmo método, mas comece a espalhar pedacinhos de pão seco pela casa, em locais onde ela possa chegar e ver. Verá que eles desaparecem. Em todo o caso, nunca ceda a comprarlhe petiscos apenas porque não almoçou. Se a criança persistir em não comer, é melhor procurar ajuda médica, porque podem estar por detrás outros problemas.

Mesmo que esteja preocupada com a situação, tenha em conta que o instinto de preservação da criança é muito mais apurado do que os pais pensam, o que a levará a comer mais cedo ou mais tarde, muitas vezes longe dos pais.

Por outro lado, os elogios exagerados a uma criança que comeu tudo, levam-na a comer sempre mais para ser elogiada, especialmente se essa for das poucas atenções que recebe dos pais (e sabemos que muitas famílias apenas se reúnem durante uma refeição).

Abusar dos doces para compensar a comida que não foi ingerida não só é errado como contrapucedente, uma vez que vai estar a privar a criança de vitaminas, fibras, sais minerais e outros nutrientes essenciais.

Outros pais reforçam a alimentação com suplementos proteicos e vitaminas, geralmente misturados no leite o que resulta numa luta do organismo contra o excesso de proteínas, e a criança não vai suportar comer carne. O excesso de vitaminas também pode intoxicar e tirar o apetite.

Hoje em dia, a grande atracção alimentícia das crianças passa pelos fast-foods. Hambúrgueres ou pizzas fazem as suas delícias, mas também são prejudiciais à saúde por apresentarem apenas proteínas e gorduras saturadas. Cada refeição é equivalente a 100 calorias, quase tudo o que uma criança entre os 2 e os 7 anos precisa em todo o dia.

Mas não é preciso privar a sua criança deste pequeno prazer. Uma vez por semana é suficiente, se ele for dos que pede para ir sempre, ou então de cada vez que for fazer compras. Mais do que isso é arriscar à obesidade.

A relação com a comida começa nos primeiros meses e mantêm-se para toda a vida e é aos pais que cabe o papel principal em ensinar e fazer com que essa relação seja saudável e duradoura.